Achille Mbembe

Referência na área de estudos pós-coloniais, Achille Mbembe (n. 1957) é professor de História e de Ciência Política na Universidade de Witwatersrand, em Joanesburgo, e lecciona na Universidade Duke, nos EUA. Um dos pensadores contemporâneos mais prolíficos e activos, tem uma extensa obra publicada sobre história e política africanas, na qual explora os temas do poder e da violência. É autor de De la postcolonie – Essai sur l’imagination politique dans l’Afrique contemporaine (2000), Sortir de la grande nuit – Essai sur l’Afrique décolonisée (2010), Crítica da Razão Negra, publicada pela Antígona em 2014 e Políticas de Inimizade, também publicado pela Antígona em Agosto de 2017.

Albertina Pena

Albertina Pena é professora do ensino básico, faz parte da direção do Espaço Llansol, tem trabalhado no espolio de Maria Gabriela Llansol no que diz respeito às escolas fundadas, na Bélgica, pela escritora e por Augusto Joaquim.

Algazarra Marionetas

A Associação Cultural Marionetas em Algazarra dedica a sua atividade à criação, produção e realização de programas de Teatro e Marionetas promovendo espetáculos e ateliês nas diversas áreas das artes cénicas. Trabalha na formação de novos públicos , com o objetivo de despertar a sensibilidade artística dos espetadores, motivando-os a reconhecer o Teatro como meio integrante da sociedade.

Américo Rodrigues

Américo Rodrigues, nasceu na Guarda em 1961. Agitador cultural, escritor, actor e encenador. Autor de várias obras de poesia, teatro e crónicas. Criador de vários discos e performances de poesia sonora. Actor em dezenas de produções teatrais. Encenador de todas as peças do Calafrio. Antes, ajudou a criar o “Aquilo”, a “Luzlinar” e o Projéc~. Dirigiu o TMG entre 2005 e 2013.

Ana Vilela da Costa

Ana Vilela da Costa (Lisboa, 1984), actriz e criadora.Frequenta a DAS – Theatre em Amesterdão. Mestre em Teatro pela ESTC. Licenciada em Antropologia pelo ISCSP. Trabalha em teatro e cinema onde se destacam os nomes: Christiane Jatahy, Alexandre Lyra Leite, Vilmos Vajdai, Bruno Bravo, António Simão, Cláudio Hochman; António Guedes, Vicente Alves do Ó; Hugo Diogo, José Fonseca e Costa, entre outros.

Ana Teresa Santos

Formada pela Escola Superior de Teatro e Cinema, na licenciatura em Teatro – Formação de Actores e Encenadores onde trabalhou com Rogério de Carvalho, João Brites, Carlos Pessoa, José Peixoto, Madalena Victorino, entre outros. É licenciada em Estudos Portugueses e Franceses pela Faculdade de Letras da Universidade de Coimbra e é sócia fundadora do Teatro Língua.

Andrea Ragusa

Andrea Ragusa é investigador do ELAB (Laboratório de Estudos Literários Avançados) e integra a equipa do projecto Literatura e etnografias: discurso da “nação” no séc. XIX, dedicando-se particularmente ao estudo dos discursos sobre nacionalidade no contexto da Geração de 70. É um especialista da obra de Antero de Quental e das suas ligações com a de Leopardi, interessando-se particularmente pelas relações literárias luso-italianas e a recepção da literatura transalpina em Portugal durante o século XIX.

António Cândido Franco

Nasceu em 1956. É professor na Universidade de Évora desde 1989/90. Estuda o saudosismo e o surrealismo em Portugal. Escreveu romance histórico sobre as figuras trágicas da História de Portugal. Licenciado em Filologia Românica (1981) e Mestre em Literaturas Brasileira e Africanas de Expressão Portuguesa (1988) pela Faculdade de Letras da Universidade de Lisboa. Doutorou-se com a tese A literatura de Teixeira de Pascoaes pela Universidade de Évora (1997). É Professor Auxiliar, com Agregação em Cultura Portuguesa (2006), no Departamento de Linguística e Literaturas da referida Universidade. Investigador do Centro de Estudos em Letras da Universidade de Évora, as suas áreas de interesse científico são a literatura, a antropologia e a história portuguesas.

António Poppe

António Poppe nasceu em Lisboa. Estudou no Ar.Co., no Royal College of Arts em Londres e na School of the Art Intitute of Chicago, onde realizou o Mestrado em Arte Performativa e Cinema. Publicou quatro livros: Torre de Juan Abad (Assirio&Alvim), Livro da Luz (Documenta), medicin. e come coral (Douda Correria). Ensina desenho e meditação, tendo ultimamente realizado exposições e recitais de poesia na Galeria ZDB (Lisboa), CIAJG (Guimarães) e na Galeria 111 (Lisboa).

Associação Ensaios e Diálogos

A Associação Ensaios e Diálogos é um coletivo de artistas, arquitetos, designers, produtores culturais, que atua em rede com parceiros de vários cantos do mundo para o desenvolvimento de projetos de intervenção sociocultural, em especial com ações de intervenção urbana, promoção do livro e leitura e projetos artísticos coletivos. Desde 2015 circula por Portugal com o projeto da Biblioteca Itinerante Ensaios e Diálogos.

Bárbara do Canto Lagido

Bárbara do Canto Lagido (cantora, performer) é uma cantora que tem desenvolvido a sua carreira na área do Jazz destacando-se pela sua forte presença e capacidade interpretativa. É também professora de canto.

Bartholomew Ryan

Bartholomew Ryan é um pós-doutorado no Instituto de Filosofia da Linguagem (IFILNOVA) na Universidade Nova de Lisboa. Os seus trabalhos académicos e criativos orbitam ao redor do motivo central da ‘transformação’, que leva em conta as máscaras, viagens e (múltiplas) identidades que definem a condição humana moderna. Com diversos livros editados, actualmente coordena o seminário de investigação ‘Pessoa e filosofia’ da Universidade Nova de Lisboa, e continua a escrever sobre filosofia e literatura, focando-se especialmente em escritores como Kierkegaard, Nietzsche, Pessoa e Joyce. É ainda compositor e cantor no grupo The Loafing Heroes.

Bruno Humberto

Performer, encenador, compositor. Encenou The Camus Incident, performance site-specific finalista do Oxford Samuel Becket Theatre Trust Award, o solo Holding Nothing, a peça no tecido urbano Land (em circulação), A Morte da Audiência, entre outros. Humberto dá formação em site-specific e landscape performance. Escreve e colabora com a revista de arte contemporânea Wrong Wrong e faz parte da banda Orchestra Elastique.

Cachupa Psicadélica

Cachupa Psicadélica é um projecto liderado por Lula’s (Luís Gomes). Nascido e criado em Mindelo, na ilha de São Vicente em Cabo Verde, Lula’s foi criança nos anos 80 e apaixonou-se pelo rock de Seattle na adolescência, num Mindelo de “rockeiros latinos”. Cachupa Psicadélica é “Música para fazer fotossíntese. Música das entranhas de Cabo Verde, nação cultural” e “Último caboverdiano triste” é o seu disco de estreia.

Catarina Domingues

Catarina Domingues (Lisboa, 1987) terminou a licenciatura em Artes Plásticas na ESAD. CR, 2010, concluiu o Mestrado em Pintura na Faculdade de Belas Artes da Universidade de Lisboa, 2013 e está em curso o seu Doutoramento também em Pintura na FBAUL. Trabalha com desenho, fotografia, vídeo e auto-edição de livros. Tem exposto o seu trabalho regularmente.

Catia Sá

Cátia Sá (lisboa, 1983) é cantora e compositora. Interessa-se por gatos, livros e plantas. Letrista e vocalista dos guta naki, desde o término da banda em 2014 compõe canções para um futuro álbum a solo.

Celeste Pedro

Celeste Pedro é mãe e avó. É professora no Ensino Oficial de Língua Estrangeira (Inglês) e de Português no Ensino Oficial a alunos do Ensino Especial – deficientes auditivos. Foi ainda professora voluntária de Português como Língua Estrangeira – imigrantes entre 2003 a 2016 no Externato Marista de Lisboa. Em Agosto de 2016 foi voluntária na recepção aos refugiados na Ilha de Chios (Grécia) CESRT – Chios Eastern Shore Response Team.

César Prata

Fundou e dirigiu associações culturais. Trabalhou com colectividades no âmbito da recolha do património imaterial. Orientou oficinas de formação na área da música: instrumentos tradicionais, cultura popular e informática musical. O seu nome encontra-se ligado a inúmeros discos, quer como compositor, arranjador, criador, intérprete ou técnico dos quais se destacam Canções do Ceguinho, Chuchurumel, Assobio, Chukas (encomenda do IGESPAR para o Parque Arqueológico do Vale do Côa), Ai! e Populi Musica. Publicou cadernos sobre tradição oral. Criou e assegurou a direcção musical de espectáculos. Compôs para teatro e cinema. Colaborou com o Projéct~ (Teatro Municipal da Guarda). Integrou o GEFAC. Fundou os projectos Chuchurumel, Assobio e Ai!. Participou em festivais internacionais, dos quais se destacam “Canti di Passione” (Salento, Itália, Abril de 2007), “Ahoje é ahoje!” (Maputo, Moçambique, Agosto de 2008). Integrado na colecção “a IELTsar se vai ao longe” do IELT (Instituto de Estudos de Literatura Tradicional da Faculdade de Ciências Sociais e Humanas da Universidade Nova de Lisboa) editou, em Dezembro de 2010, Canções de cordel. Desenvolveu em parceria com Suzete Marques o projecto “Ouvir Ontem” (levantamento e tratamento do património imaterial do concelho de Pinhel — 2014-2015). Está a co-produzir, juntamente com o Município de Trancoso, a primeira edição do festival ‘Música no Castelo’.

Daniela Gonçalves

Daniela Gonçalves formou-se profissionalmente na Seiva Trupe, Entretanto Teatro e Plebeus Avintenses, tendo colaborado com Roberto Merino, Moura Pinheiro, Júnior Sampaio, Ramos Costa, entre outros. Fundadora do coletivo Ponto Teatro, participou na Trilogia do lugar, GH e Capital fuck.

Diogo Cruz

Diogo da Cruz é um artista conceptual que vive e trabalha em Lisboa. Licenciado em Escultura pela FBAUL em 2012, recebeu o Diploma em Freie Kunst da AdBK de Munique em 2016. Nesse mesmo ano participou no Independent Study Programme da Maumaus. O seu trabalho foi exposto em Portugal, Alemanha, Austria, Espanha, Grécia, Suécia, Bulgária e Polónia.

Emanuel de Sousa

Emanuel de Sousa é encenador, ator e arquiteto, tendo sido laureado 2016 do Institut Français. Fundador e diretor artístico do coletivo Ponto Teatro,assinou a encenação e a cenografia da Trilogia do lugar, GH, Capital fuck, entre outros.

Ernesto Rodrigues

Ernesto Rodrigues (1956) é poeta, ficcionista, crítico, ensaísta e tradutor de húngaro. Professor na Faculdade de Letras da Universidade de Lisboa, aí dirige o Centro de Literaturas e Culturas Lusófonas e Europeias. Antigo jornalista e leitor de Português na Universidade de Budapeste entre 1981 e 1986, publicou mais de 20 obras de poesia e ficção. Prefaciou 21 autores portugueses e traduziu mais de 20 obras húngaras, incluindo o Prémio Nobel Imre Kertész, os escritores Sándor Márai, Deszo Kosztolányi e Magda Szabó e ainda uma Antologia da Poesia Húngara, em 2002. Reuniu oito volumes de ensaios, merecendo particular menção Mágico Folhetim: Literatura e Jornalismo em Portugal (1998) e Cultura Literária Oitocentista (1999).

Escaleiras & Arremessos

Cruzaram-se pela primeira vez em 2012 no TAM-Teatro Amador Mondinense, onde partilharam várias vezes o palco. Quatro anos mais tarde, os 4 artistas sentem a necessidade de sair da caixa negra para a rua. Assim nasce uma performance diferente, que vive principalmente do humor e da excentricidade. São os Escaleiras & Arremessos, com a direção artística e figurinos pela Fátima Martins e interpretação por Liliana Pires, Luís Bessa e José Filipe Gonçalves.

Fernando Cabral Martins

Fernando Cabral Martins é professor de Literatura Portuguesa na Universidade Nova de Lisboa. É autor, além de livros de ficção, de artigos e livros sobre a literatura e a arte portuguesas: ‘Cesário Verde ou a Transformação do Mundo’ (Comunicação, 1988), ‘O Modernismo em Mário de Sá-Carneiro’ (Estampa, 1994), ‘O Trabalho das Imagens’ (Aríon, 2000), Julio. ‘O Realismo Mágico’ (Caminho, 2005). Organizou várias edições de Fernando Pessoa, Mário de Sá-Carneiro, Almada Negreiros, Alexandre O’Neill e Luiza Neto Jorge (na Assírio & Alvim, a partir de 1996). Coordenou o Dicionário de Fernando Pessoa e do Modernismo Português (Caminho, 2008). Publicou ‘Introdução ao Estudo de Fernando Pessoa’ (Assírio & Alvim, 2014) e mais recentemente ‘Mário Cesariny e o Virgem Negra (Documenta, 2016).

Giulia Cat

Estudou literatura na universidade de Milão e Birmingham, sendo actualmente tradutora e intérprete. É também música integrando o grupo The Loafing Heroes e Dj com o nome Dj Cat Noir.

Gonçalo Prazeres

Gonçalo Prazeres, saxofonista, compositor e professor de música, nasceu em Lisboa em 1978. Estudou Performance na Berklee College of Music em Boston, USA e em 2015 termina o Mestrado em Música, vertente Jazz, na Escola Superior de Música de Lisboa e, em 2016, o Mestrado em Ensino da Educação Musical no Ensino Básico, na FCSH da Universidade Nova de Lisboa. Em 2010 editou o seu disco de estreia “Depois de Alguma Coisa”, e em 2016 “SNAPSHOT”. Juntamente com Ricardo Barriga e Luís Candeias forma o trio TRiSoNTe, cujo primeiro disco foi “Monster’s Lullaby”. Em 2017 será editado o segundo disco deste projecto.

Gui Calegari

Gui Calegari é músico, performer e educador. Vivenciar o som de diferentes maneiras e proporcionar sua interação com outras formas de expressão artística é sua proposta, a partir das experiências em teatro, artes do corpo e de sua licenciatura artes cênicas. Trabalha música e corpo com crianças, e música para cena. Integra a equipa do c.e.m – centro em movimento, Lagoa Coletivo e Baileia – Arte Infâncias.

Ilda David

Ilda David (n. 1955) frequentou o curso de Pintura da Escola Superior de Belas-Artes de Lisboa, de 1976 a 1981. Vive e trabalha em Lisboa. As mais recentes exposições individuais: “Do Negro a Luz” (desenho), Fundação Carmona e Costa; «Azul de Perdição» (pintura sobre papel), Giefarte, Lisboa, 2014.

Inês Pereira

É licenciada pela ESTC. Estreou-se no teatro em 2004 no Teatro Tapa Furos tendo entretanto trabalhado como actriz e, por vezes, assistente de encenação com os Primeiros Sintomas, o Teatro da Terra, o TEP, o Teatro do Eléctrico, Causas Comuns, Ruínas com directores como Bruno Bravo, Sandra Faleiro, Gonçalo Amorim, Maria João Luís, Ricardo Neves-Neves e Carlos Marques. É ainda vocalista do Conjunto Vigor.

Jaime Rocha

Estudou na Faculdade de Letras de Lisboa e viveu em França nos últimos anos da ditadura. Na Poesia publicou, entre outros livros, Beber a Cor; A Pequena Morte/Esse Eterno Canto (díptico com Hélia Correia); Do Extermínio e a Tetralogia da Assombração: Os Que Vão Morrer; Zona de Caça; Lacrimatória e Necrophilia, Prémio de Poesia do Pen Clube 2011. No final de 2012 publica Mulher Inclinada com Cântaro, em 2013 O Vulcão, o Dorso Branco e em 2014 a antologia pessoal, Lâmina. Na Ficção destacam-se os romances A Loucura Branca; Anotação do Mal, A Rapariga Sem Carne e, recentemente, Escola de Náufragos. No Teatro editou duas dezenas de peças, entre elas, O Jogo da Salamandra; Casa de Pássaros; Transviriato; O Mal de Ortov; Seis Mulheres Sob Escuta; Homens Como Tu; Morcegos e Azzedine. Foi galardoado com o Grande Prémio APE de Teatro 1998, com O Terceiro Andar, texto incluído no volume O Construtor. Em 2004 recebe o Grande Prémio Português de Teatro, com Homem Branco Homem Negro. Em 2011 edita em Coimbra, com a colaboração da APEC, Associação Portuguesa de Estudos Clássicos, Agamémnon – A Herança das Sombras e Filoctetes – A Condição do Guerreiro, os dois primeiros volumes da sua Trilogia da Guerra, uma revisitação aos mitos gregos.

João Barrento

Ensaísta e tradutor. Professor (aposentado) de Literatura Alemã e Comparada da Faculdade de Ciências Sociais e Humanas da Universidade Nova de Lisboa. Publicou mais de vinte livros de ensaio, crítica e história literária e crónica, e traduziu literatura de língua alemã do século XVII à actualidade. Colaborador do jornal Público (1990-2006) e da maior parte das revistas literárias portuguesas. Vice-presidente do PEN Clube Português (1990-2006). Actualmente é presidente da Direcção do Espaço Llansol-Associação de Estudos Llansolianos, responsável pelo espólio da escritora Maria Gabriela Llansol. Recebeu os mais importantes prémios portugueses para ensaio, crítica, crónica e tradução, e ainda o Prémio D. Dinis. Agraciado com a Cruz de Mérito Alemã (1991) e a Medalha Goethe (1998).

José Tavares

José Tavares, estudou guitarra clássica na Escola de Música do Conservatório Nacional, tem participado em variadas formações de música clássica, contemporânea, medieval com alaúde árabe e de improvisação livre com guitarra eléctrica e outros instrumentos. Leccionou Educação Musical no ensino oficial e trabalha como professor-acompanhador de aulas de dança contemporânea na Escola de Dança do Conservatório Nacional.

João Viotti

1993. Lisboa Concedida licença para fazer Escultura. Contemplou com a Maumaus. Consignado mestre de Artes Multimédia. Cientista Social Auto-Proclamado. Curador, fundador e co-criador. O bom phlorysta, abancado e bemposto Fabricante de objectos-úteis-de-outra-forma. Joga duplamente; sabota. Calça o 43 de bota.

Jota Mombaça

Jota Mombaça é uma bicha não binária, nascida e criada no Nordeste do Brasil, que escreve, performa e faz estudos acadêmicos em torno das relações entre monstruosidade e humanidade, fim de mundo, justiça anti-colonial, redistribuição da violência, ficção visionária e tensões entre ética, estética, arte e política nas produções de conhecimentos do sul-do-sul globalizado.

Leonor Moncada

Leonor Moncada nasceu em Lisboa e vive no Quebeque há mais de 35 anos. Desde então, tem sido uma embaixadora da cultura portuguesa. Iniciadora de projetos, autora de guias de língua portuguesa e planificadora de viagens para Portugal, tanto no setor turístico como no setor cultural, para artistas e jornalistas do Quebeque. Leonor Moncada, fará a leitura em português, dos extratos da literatura Québecoise.

Luca Argel

Luca Argel (Rio de Janeiro, 1988), é formado em música pela UNIRIO e mestre em Literatura pela Universidade do Porto. Mora desde 2012 em Portugal, onde trabalha como vocalista do grupo “Samba Sem Fronteiras”. Tem quatro livros de poesia publicados no Brasil, um deles traduzido em Espanha, e mais dois em Portugal. Em 2016 lançou seu primeiro disco a solo, “tipos que tendem para o silêncio”, e em 2017 o segundo, “Bandeira”.

Luís Carmelo

Luís Carmelo (1954), doutorado pela Universidade de Utreque, dirige a ‘EC.ON – Escola de Escritas’ (http://escritacriativaonline.net). É membro da Associação Portuguesa de Escritores (APE) e da Associação Internacional de Semiótica (IASS-AIS). Para além de escritor, poeta e de ensaísta, desenha cidades. Colaborou como cronista em diversos meios de comunicação social, nomeadamente no Expresso e na RTP. Vencedor do Prémio de Ensaio da APE.

Mamadou Ba

Mamadou Ba nasceu em 1974 no Senegal, licenciado em Língua e Cultura Portuguesa pela Universidade Cheikh Anta Diop de Dakar e com um Curso de Tradutor pela Universidade de Lisboa, é activista e militante anti-racista que se dedica à luta pelos direitos humanos dos migrantes e das minorias étnicas desde da década 90.Integra o Movimento SOS Racismo desde os finais da década 90 e é membro da sua Direção Nacional. Tem vários artigos e participação em publicações sobre a temática da diversidade, do racismo e das migrações.

Margarida Mestre

Margarida Mestre, tem ampla experiência em orientação de trabalhos de CORO com diferentes comunidades. Tem criado com diversos grupos trabalhos como: “Coral Bestial” em Viseu, “Corações ao Alto” em Lisboa (Festival TODOS e VÃO) e em Aljezur, “Alento” em Ferreira do Alentejo, “Recital Popular I”, Festival Silêncio 2015 e “Linguajar” em Aljezur.

Maria Etelvina Santos

Licenciada em Filologia Germânica; mestrado e doutoramento em Línguas e Literaturas Românicas; pós-doutoramento sobre a Recepção de F.Pessoa em M.G.Llansol. Docente na FCSH da UNL de 1991 a 2007. Membro da Direcção do Espaço Llansol e co-responsável pelo trabalho no espólio. Dedica-se à tradução de textos literários e à edição de inéditos de Llansol. Tem publicações várias, entre as quais: Como uma Pedra-Pássaro que voa. Llansol e o Improvável da Leitura. Lisboa, Mariposa Azual, 2008; organização do volume de inéditos de Llansol: O Azul Imperfeito. Livro de Horas V. Lisboa, Assírio e Alvim, 2015.

Maria Paula Meneses

Moçambicana, Maria Paula Meneses é investigadora do Centro de Estudos Sociais. Anteriormente foi professora da Universidade Eduardo Mondlane. Doutorada em antropologia pela Universidade de Rutgers (EUA), pesquisa e lecciona sobre transições politicas em contextos pós-coloniais, com enfoque na África austral.

Marta Castelo

Marta Castelo vive e trabalha em Lisboa. Licenciada em Artes Plásticas – Escultura, na Faculdade de Belas Artes da Universidade de Lisboa, foi bolseira do Programa Erasmus na “Universität der Kunst Berlin” no ano lectivo de 2004/2005. Em 2006 e 2007 realizou duas residências artísticas na área de escultura em cerâmica nas Oficinas do Convento em Montemor-o-Novo. Em 2007 iniciou sua formação em fotografia na escola Atelier de Lisboa. Em 2010/2011 concretizou o Curso de Pós-Graduação Fotografia, Projecto e Arte Contemporânea, organizado pelo Atelier de Lisboa e IPA – Instituto Superior Autónomo de Estudos Politécnicos. Selecionada dos Prémios Anteciparte 2006. Entre diversas exposições estacam-se as individuais “Terra Construída” em 2008 e “Papel” em 2012. Frequenta actualmente o curso de Doutoramento em Belas-Artes, na Faculdade de Belas-Arte, Universidade de Lisboa, instituição onde também lecciona, desde 2011, disciplinas de Cerâmica de Escultura.

Marta Lança

Doutoranda em Estudos Artísticos. Tem trabalhado como jornalista, tradutora, editora, programadora e pesquisa para cinema. Viveu em Cabo Verde, Angola, Moçambique e Brasil e criou várias publicações culturais, nomeadamente o portal BUALA um arquivo sobre o Sul Global. Traduziu a Crítica da Razão Negra e Políticas da Inimizade de Achille Mbembe (Antígona). Organizou o ciclo Paisagens Efémeras dedicado a Ruy Duarte de Carvalho (2015).

M̶i̶g̶u̶e̶l̶ Bonneville

Através de performances, desenhos, fotografias, vídeo, música e livros de artista, M̶i̶g̶u̶e̶l̶ Bonneville (Porto, 1985) introduz-nos a histórias autobiográficas centradas na desconstrução e reconstrução da identidade. Desde 2003 tem apresentado o seu trabalho em galerias de arte e festivais nacionais e internacionais, sobretudo os projectos seriados ‘Family Project’, ‘Miguel Bonneville’ e ‘A Importância de Ser’.

Miguel Sopas

Miguel Sopas iniciou o seu percurso artístico em 1998 no Teatro Amador de Pombal. Estudou Teatro e Filosofia, e fez formação complementar com Luis Miguel Cintra, entre outros. Como actor profissional, trabalhou com encenadores como Rogério de Carvalho, Graeme Pulleyn ou Maria João Luís. Encenou espectáculos a partir de textos de Gil Vicente, António José da Silva e Samuel Beckett. Recentemente, tem trabalhado regularmente com as companhias Teatro Língua e Primeiros Sintomas.

Paola D’Agostino

Paola D’Agostino nasceu em Sapri em 1975 e desde 2000 vive e trabalha em Lisboa, onde ele traduz e ensina italiano. É colaboradora da NicotinaZine e autora dos livros Este Frio e Outras Histórias de Amor e Largo das Necessidades (Fenda). Tem textos editados nas antologias Os Poetas do Povo (Lisboa), Lissabon. Eine literarische Einladung (Berlim) e Costruire Letteratura con Mani di Donna (Trento).

Pedro Azevedo

Nasceu e vive em Lisboa, tem 24 anos e é recém-formado pela Faculdade de Medicina da Universidade de Lisboa (FMUL). A par da paixão pela medicina, a música sempre esteve presente, tendo iniciado os estudos em piano aos 12 anos. Desde então tem participado em algumas actuações a solo, em conjuntos de música de câmara nos Saraus Culturais da FMUL e com a Orquestra Médica de Lisboa.

Pedro Ferreira

Licenciado em Artes Plásticas pela FBAUL. O seu trabalho artístico e de ensino integram a experimentação e investigação sonoras, a dimensão visual e a escrita. Dedica-se à construção de instrumentos musicais (Rumor – atelier de instrumentos musicais).

Raquel Nobre Guerra

Raquel Nobre Guerra é licenciada em Filosofia pela Universidade Católica Portuguesa (Lisboa) e mestre em Estética e Filosofia da Arte pela Faculdade de Letras da Universidade de Lisboa. Tem produzido investigação para o doutoramento sobre a categoria de “fragmento” na obra de Fernando Pessoa. Nesse contexto, colaborou no projecto de digitalização da biblioteca particular de Fernando Pessoa, coordenado por Jerónimo Pizarro. Tem participações em colóquios e congressos na área de especialização e publicações em revistas e livros académicos. “Groto sato” (Mariposa Azul, 2012), o seu primeiro livro de poesia, foi galardoado com o Prémio Primeira Obra do PEN Clube Português em 2013.

Rita Natalio

Artista e pesquisadora. Vive entre Lisboa e São Paulo. Publicou o seu primeiro livro de poesia “Artesanato” pela “(não) edições” em 2015 nomeado para o Prémio Novos 2016 em Portugal. Atualmente, prepara um novo livro, em paralelo ao projeto “Antropocenas” com o coreógrafo João dos Santos Martins e ainda um projeto de criação de um audio guide para o Museu da Imigração de São Paulo a convite do Goethe-Institut São Paulo, MitSp (São Paulo) e SpielArt Festival de Munique.

Rini & Bastolini

Rini & Bastolini são um duo formado por Rini Luyks, acordeonista holandês há muito a residir em Portugal e Luis Bastos, clarinetista que participou em projectos como Blasted Mechanism ou Kumpania Algazarra e é ainda membro fundador da Lisbon Poetry Orchestra.

Rita Roberto

Licenciada em Artes Plásticas / Pintura (FBAUL, 2006); mestre em Solo/Dance/Authorship (UdK Berlim, 2009). Desenvolve trabalho educativo e formação nas áreas de artes plásticas e performativas, em espaços culturais e em contexto escolar.

Rogério Pires

Rogério Pires, nasceu em Pinhel em 1960, mas foi na Guarda que frequentou o ensino primário, preparatório e secundário. Foi membro fundador de vários grupos musicais, entre eles o trio de guitarras Tactus, com João Moita e José Tavares, e o Grupo Normal, com Mick Trovoada. Pertence à banda de José Medeiros e ao duo Buganvília com João Afonso. Em 2016, lançou o disco Bagatelas.

Rui Almeida Paiva

Tem criado textos para teatro, dança e cinema. Livros publicados: A Mala Rápida do Senhor Parado (2010); Quem viaja encontra os segredos antigos mas perde os sapatos novos (2014); Efeito Kuleshov, com Joana Bértholo e Sofia Gonçalves (2014); Ministério da Educação (2015); O Ploc do Pollock (2016). Produziu o material literário do livro Duplo Vê – O Tautólogo (2017), do artista Mattia Denisse.

Rui Chafes

Rui Chafes nasceu em 1966 em Lisboa, diplomou-se em escultura pela Faculdade de Belas Artes de Lisboa, e estudou entre 1990 e 1992 com Gerhard Merz na Kunstakademie de Düsseldorf. Participa em numerosas exposições a partir de meados do anos oitenta, e é hoje um dos mais conceituados escultores portugueses, representado em todo o mundo.

Sara Belo

Sara Belo (n. 1989, Lisboa) foca a sua prática artística na tensão constitutiva entre a matéria e a possibilidade da figuração, o inerte e a capacidade de dar vida. Esta abordagem tem vindo a concentrar-se em torno do motivo vegetal e da paisagem. Licenciada (2011) e Mestre (2013) em Pintura pela FBAUL, obteve em 2016 uma bolsa de Doutoramento.

Sara Orsi

Sara Orsi tem vindo a desenvolver o seu trabalho a partir da utilização da tecnologia digital como meio para expressar as suas investigações nas áreas dos novos media e dos estudos culturais. Exerce também actividade enquanto web-designer e web-developer e é co-fundadora do Arquivo 237. Licenciou-se em Arquitectura pela FAUP e realizou o mestrado em Design de Comunicação e Novos Media na FBAUL.

Silvestar Vrljic

Silvestar Vrljic nasceu em 1976 em Zagreb e é membro da Sociedade de Escritores Croatas. Com vários livros de poesia editados, está traduzido em oito idiomas. É organizador das noites de poesia no Art Net Club em Zagreb e organizou a Poetry Jam Session em 2002 e 2003. É ainda presidente e fundador da BRUTAL, uma associação para a promoção da cultura e da arte, e organizadora do Festival Internacional de Poesia Contemporânea em Zagreb desde 2006.

Sylvie Potvin

Sylvie Potvin, é uma atriz québecoise que ao longo das suas atuações e viajens, tem comunicado de uma forma ímpar, a alegria, a arte da improvisação e o prazer de ler textos dos mais conhecidos autores do Quebeque. Fundadora da companhia Les Lecteurs, Sylvie Potvin vem apresentar-nos extratos da literatura Québecoise.

Teresa Huertas

Vive e trabalha em Lisboa. Como artista plástica e fotógrafa, expõe individualmente desde 2006 e integra projectos colectivos desde 1995. Foi finalista do Concurso de Fotografía Purificación García (Madrid) em 2008. Licenciada em Filologia Germânica, frequenta actualmente o Curso de Mestrado em Arte Multimédia- Fotografia pela Faculdade de Belas Artes da Universidade de Lisboa. Está representada em colecções institucionais e privadas.

Teresa Projecto

Vive e trabalha em Lisboa, onde mantém actividade artística e de ensino. Doutoranda na Faculdade de Belas-Artes da Universidade de Lisboa. Colaboradora no Espaço Llansol no tratamento do espólio e divulgação da obra da escritora Maria Gabriela Llansol.

Tomás Wallenstein

Compositor e letrista dos Capitão Fausto, Tomás Wallenstein desde muito novo revelou uma curiosidade para com os mais variados instrumentos, tocando violino, baixo, guitarra e até mesmo bateria. Apesar de ter estudado Arquitectura, cedo percebeu que a sua verdadeira vocação estaria em cima dos palcos. É um dos criadores da editora Cucamonga.

Tomica Bajsic 

Tomica Bajsic é poeta, escritor, tradutor e designer gráfico que vive em Zagreb, na Croácia. Com vários livros de prosa e poesia editados foi também traduzido para diversos idiomas. É editor de poesia na revista POEZIJA e presidente do Centro PEN da Croácia. É também coordenador croata da Lyrikline, plataforma mundial de poesia escrita e áudio baseada em Berlim.

Vasco Gato

Vasco Gato nasceu em Lisboa, em 1978. Trabalha actualmente como tradutor. Reuniu recentemente os seus poemas num volume intitulado Contra Mim Falo. Publicou ainda duas colectâneas de poesia traduzida e uma peça de teatro. Pertence à direcção da Cossoul, sendo responsável pelo departamento de Literatura.

Vítor Rua

Vítor Rua (etnomusicólogo, multi-instrumentista, compositor), músico que ganhou notoriedade como fundador do grupo GNR vindo mais tarde a dedicar-se à música electroacústica e improvisada, destacando-se com o projecto Telectu com Jorge Lima Barreto. Actualmente compõe para músicos e orquestras nacionais e internacionais.